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5 Mitos e Verdades sobre Certificação de Rede que Todo Gestor Precisa Conhecer

Técnico de camiseta polo azul real segura um dispositivo Fluke de certificação de rede em frente a racks de cabeamento estruturado iluminados, com foco no equipamento.

Imagine a seguinte cena: sua empresa investiu em uma nova infraestrutura de rede. Os cabos foram puxados, os conectores foram crimpados e tudo parece estar funcionando perfeitamente. No entanto, algumas semanas depois, começam os problemas. Chamadas de VoIP caem, a transferência de arquivos para a nuvem é lentíssima e ninguém consegue fazer uma videoconferência sem travar. A culpa é do provedor de internet? Do roteador? Muitas vezes, o vilão está escondido dentro das paredes: uma rede não certificada.

A certificação de rede é, sem dúvida, um dos aspectos mais cruciais e, paradoxalmente, mais mal compreendidos do cabeamento estruturado. Ela é a garantia científica de que a infraestrutura física da sua rede é capaz de suportar não apenas as aplicações de hoje, mas também as inovações tecnológicas de amanhã. No entanto, diversos mitos persistem em torno desse processo, levando gestores a cometerem economias por um lado que resultam em prejuízos astronômicos por outro.

Neste artigo, vamos desvendar 5 mitos e verdades sobre certificação de rede. Nosso objetivo é clarear sua visão, transformar dúvidas em certezas e equipá-lo com o conhecimento necessário para tomar as melhores decisões para a sua empresa. Prepare-se para uma leitura elucidativa que vai muito além do “passa ou não passa”. Vamos começar?

Mito 1: “Testadores Simples de Cabos São Suficientes.”

É tentador. Um testador de continuidade básico, daqueles que emitem um bipe quando os pinos estão conectados, custa uma fração do valor de um certificador profissional. Ele verifica se os oito fios do cabo foram crimpados na ordem correta e se há conexão elétrica entre as duas pontas. Por outro lado, isso é como verificar se um carro novo tem as quatro rodas, mas não testar o motor, os freios ou a dirigibilidade na estrada.

A Verdade: A Certificação Avalia Parâmetros Críticos Invisíveis a Testadores Comuns.

Um certificador de rede de alta precisão, como os da Fluke Networks ou da Viavi, vai muito além da simples continuidade. Ele realiza uma bateria de testes sofisticados que simulam o tráfego real de dados em alta velocidade. Dois dos parâmetros mais importantes que ele mede são:

  • NEXT (Near-End Crosstalk – Diafonia): Imagine vários pares de cabos transmitindo dados simultaneamente dentro de uma mesma capa. O NEXT mede a “interferência” ou “vazamento” de sinal de um par para outro dentro do mesmo conector. Um NEXT alto significa que os sinais estão se misturando, corrompendo os dados e causando retransmissões de pacotes, que degradam a performance.
  • Atenuação (Insertion Loss): É a perda natural de força do sinal à medida que ele percorre o comprimento do cabo. Quanto mais longo o cabo, maior a atenuação. Se a perda for excessiva, o sinal chega tão fraco na outra ponta que o equipamento receptor não consegue interpretá-lo corretamente.

Além disso, o certificador testa dezenas de outros parâmetros, como ACR (Relationship Between Attenuation and Crosstalk), Return Loss e Delay Skew. Em resumo, enquanto um testador simples diz “o cabo está conectado”, o certificador profetiza: “este cabo transmitirá dados a 10 Gbps por 10 anos sem falhas”. A diferença é abismal.

Mito 2: “A Certificação é Muito Cara.”

Este é talvez o mito mais persistente. Olhando apenas para a planilha de custos do projeto, a linha item “certificação” parece um gasto adicional e considerável. Da mesma forma, para orçamentos apertados, cortá-la parece uma economia fácil e inteligente. Esta é uma visão extremamente míope.

A Verdade: O Custo da Não-Certificação é Infinitamente Maior.

O investimento em certificação deve ser enxergado como um seguro de performance para sua rede. Vamos decompor os custos:

  1. Custo Preventivo vs. Corretivo: A certificação identifica problemas durante a instalação, quando corrigi-los é mais barato. Basta reposicionar um cabo, recrimpar um conector ou substituir um patch panel. Posteriormente, localizar e reparar uma falha em um cabo dentro de uma canaleta abarrotada pode exigir horas de mão de obra especializada, quebra de paredes e, potencialmente, paralisação de setores inteiros.
  2. Garantia de Desempenho: Uma rede certificada vem com uma garantia de desempenho estendida dos fabricantes de cabos (como a CommScope, a Panduit ou a Furukawa). Se no futuro a rede falhar e for comprovado que a instalação certificada estava dentro dos padrões, os fabricantes cobrem os custos de reparo. Isso por si só já paga o investimento inicial.
  3. Dados Reais: Estudos da BICSI (a principal associação global da indústria de TI e projetos de sistemas de construção) mostram que a certificação preventiva reduz custos com troubleshooting e downtime em até 30% ao longo da vida útil da rede.

Portanto, a certificação não é um custo; é uma economia estratégica que protege seu negócio de dores de cabeça e despesas imprevistas no futuro.

Mito 3: “Cabos Novos Não Precisam de Certificação.”

A lógica parece infalível: “Comprei cabos de um fabricante renomado, com selos de qualidade. Por que eu precisaria testá-los?” Essa premissa ignora toda a jornada crítica que o cabo percorre após sair da fábrica.

A Verdade: Cabos Podem Ter Defeitos de Fabricação, Danos Durante o Transporte ou Instalação Inadequada.

Um cabo de rede é um produto delicado. Por exemplo, durante o transporte ou manuseio no canteiro de obras, ele pode ser:

  • Comprimido excessivamente por uma empilhadeira ou por estar no fundo de um pallet.
  • Torcido ou esticado além do limite, alterando suas propriedades elétricas.
  • Atingido por uma quina ou ferramenta, danificando a blindagem interna.

Além do mais, a instalação é a fase de maior risco. O instalador pode:

  • Exceder o raio de curvatura máximo permitido (geralmente 4x o diâmetro do cabo), causando microfraturas nos condutores.
  • Puxar o cabo com força excessiva, esticando os pares trançados e alterando sua impedância característica.
  • Realizar uma terminação ruim, deixando fios desencapados em excesso ou mal conectados.

A certificação é justamente o “teste final” que pega esses problemas. Ela é o único método para validar que o cabo que saiu perfeito da fábrica chegou perfeito ao seu destino final, dentro do conduíte, e foi instalado de maneira perfeita.

Mito 4: “A Certificação Só é Necessária para Grandes Empresas.”

Há uma crença de que apenas datacenters gigantescos ou corporações multinacionais precisam desse nível de rigor. Para o pequeno empreendedor, soa como exagero de TI.

A Verdade: Pequenas e Médias Empresas São Justamente as que Mais Precisam de Confiabilidade.

Pense bem: uma grande corporação tem departamentos de TI robustos, redes redundantes e capital para absorver horas de paralisação. Em contrapartida, para uma pequena ou média empresa (PME), uma falha de rede pode ser catastrófica.

  • Um e-commerce fica fora do ar por 4 horas = vendas perdidas.
  • Um sistema de PDV (Ponto de Venda) para = transações interrompidas e filas de clientes insatisfeitos.
  • Uma agência de marketing não consegue acessar arquivos na nuvem ou enviar materiais = prazos perdidos e imagem profissional arranhada.

Para uma PME, a rede é a espinha dorsal das operações. A certificação é o que garante que essa espinha dorsal seja forte e resiliente. Consequentemente, ela é um diferencial competitivo que assegura que a empresa poderá operar sem sobressaltos, independentemente do seu tamanho.

Mito 5: “A Certificação é Apenas um Requisito Burocrático.”

Muitos enxergam a certificação como um mero “documento para inglês ver”, um papel que se arquiva e nunca mais é olhado, apenas para cumprir uma exigência de projeto.

A Verdade: Ela é a Base que Garante o Funcionamento de Aplicações Críticas e a Evolução da Rede.

A certificação é um documento vivo. Ela é a prova de que a infraestrutura física está apta para suportar aplicações que são sensíveis a latência, perda de pacotes e variação de sinal. Por exemplo:

  • Videoconferência e VoIP: Exigem baixa latência e jitter (variação no atraso do sinal). Uma rede não certificada causará chamadas travadas, robóticas e com eco.
  • Cloud Computing: Trafega grandes volumes de dados constantemente. Alta atenuação ou diafonia resultarão em lentidão crônica no acesso a serviços em nuvem.
  • Internet das Coisas (IoT) e Wi-Fi 6/6E: Cada vez mais dispositivos críticos dependem de uma rede estável. Access Points futuros exigirão cabos de par trançado de alta categoria (como CAT 6A) para funcionarem em sua plena capacidade.

Acima de tudo, a certificação future-proofing (à prova do futuro) da sua rede. Ela assegura que o investimento feito hoje não se tornará obsoleto amanhã, quando novas tecnologias demandarem mais largura de banda. Dessa forma, longe de ser burocrático, o relatório de certificação é o mapa da mina que prova o valor e a durabilidade do seu ativo de rede.


Ao longo deste artigo, desconstruímos cinco dos mitos mais comuns que cercam a certificação de rede. Esperamos ter deixado claro que esse processo vai muito além de um simples teste ou de uma burocracia dispensável. Em última análise, a certificação é um investimento estratégico em performance, confiabilidade e tranquilidade.

Ela é a ponte que conecta o investimento físico em cabeamento estruturado à garantia de que esse investimento irá, de fato, entregar o desempenho prometido. Ignorar essa etapa é como construir uma casa sobre a areia: pode parecer sólida no início, mas a primeira tempestade revelará suas fundações frágeis.

Não deixe que mitos e conceitos equivocados coloquem em risco a operação do seu negócio. Invista em qualidade desde o início e tenha a certeza de que sua infraestrutura de rede é um alicerce confiável para o crescimento da sua empresa.

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